Embaixada do Equador garante manter asilo para Assange em Londres

PC World / EUA
18 de outubro de 2016 - 13h26
Afirmação do governo equatoriano acontece pouco após o WikiLeaks acusá-lo de cortar a Internet do seu fundador Julian Assange.

O asilo concedido ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, pelo governo do Equador não está em questão, apesar de possíveis diferenças de opinião entre as duas partes sobre a liberação de documentos controversos pelo site.

Nesta segunda-feira, 17/10, após Assange alegar ter ficado sem Internet, o governo equatoriano reafirmou a continuação do asilo que já concede há quatro anos para Assange em sua embaixada em Londres. O país disse que a proteção será mantida desde que as circunstância que levaram a essa decisão continuem.

Assange recebeu asilo do Equador em 2012 após ter entrado na embaixada do país sul-americano em Londres, onde continua a viver por medo de ser preso pela polícia do Reino Unido, que disse que iria prender o fundador do WikiLeaks caso saia da embaixada para cumprir um mandado de extradição da Suécia, terra natal de Assange, que é procurado pela polícia sueca para ser interrogado por conta de uma investigação sobre assédio sexual.

A possibilidade de uma ruptura com o governo do Equador ficou evidente nesta segunda-feira, 17/10, quando o WikiLeaks afirmou no Twitter que podia confirmar que “o Equador tinha cortado a Internet de Assange no sábado”, pouco após a publicação dos discursos feitos pela candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, em eventos do banco Goldman Sachs.