YouTubers famosos receberam dinheiro para falar bem de games em vídeos

Da Redação
12/07/2016 - 11h48
Segundo o governo dos EUA, Warner Bros pagou milhares de dólares por reviews positivos de game sem que patrocínio fosse avisado claramente aos internautas.

O maior youtuber do mundo, o sueco Felix Kjelberg, dono do canal de games PewDiePie, e outros produtores de conteúdo da plataforma receberam "milhares de dólares" para falar bem de um game da Warner Bros., segundo a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC).

O órgão do governo americano chegou a um acordo com a Warner sobre as acusações de que a empresa não deixou claro para os espectadores dos canais e de outras redes sociais que tinha pago por críticas positivas do jogo Middle Earth: Shadow of Mordor.

“Os consumidores tem o direito de saber se os críticos estão fornecendo as suas opiniões ou apenas pitches pagos para vendas. Empresas como a Warner Brothers precisam ser diretas com os seus consumidores em suas campanhas publicitárias online”, afirma a FTC, que determinou que a Warner Bros não pode mais fingir que vídeos e artigos patrocinados apareçam como se fossem o trabalho de produtores independentes de conteúdo.

Os vídeos patrocinados sobre o game em questão registraram mais de 5,5 milhões de views, sendo que a maior parte desse número (3,7 milhões de visualizações) veio diretamente do PewDiePie, que possui mais de 45 milhões de assinantes em seu canal no YouTube e ganhou cerca de 12 milhões de dólares (sem impostos) em rendimentos no site no último ano.

O acordo feito entre a Warner Bros. e os chamados “influenciadores” previa que eles precisavam publicar pelo menos um tuíte ou post no Facebook sobre o jogo, assim como produzir vídeos que não mostrassem opiniões negativas, bugs ou problemas do game. Além disso, os clipes precisavam trazer uma “chamada verbal forte para os consumidores clicarem no link na caixa de descrição para irem até o site do game”, como aponta o Ars Technica.

Os influenciadores foram aconselhados a revelarem que tratava-se de um vídeo patrocinado na seção “Mostre Mais” do YouTube, o que não foi seguido por muitos. De qualquer forma, a FTC disse que isso não seria o bastante, já que o aviso sobre o patrocínio poderia não ficar visível para quem visualizasse o conteúdo por meio do Facebook, Twitter ou outras plataformas sociais.