Zuckerberg diz que aprendeu lição após bloqueio de programa na Índia

Luiz Mazetto, de Barcelona*
22/02/2016 - 21h32
Segundo CEO do Facebook, rede social aprendeu que "cada país é diferente". No entanto, voltou a se mostrar decepcionado com decisão do governo local.

Após fazer uma aparição rápida surpresa durante o evento de apresentação dos smartphones Samsung Galaxy S7 e S7 Edge ontem, 21/2, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg subiu ao palco principal do Mobile World Congress 2016 nesta segunda-feira, 22/2, primeiro dia oficial do evento de tecnologia realizado em Barcelona.

Durante cerca de uma hora, o jovem cofundador da maior rede social do mundo falou por bem mais tempo e sobre diversos assuntos para uma plateia numerosa que fez fila à espera do executivo cerca de uma hora antes da disputada apresentação começar.

Entre as revelações feitas por Zuckerberg, que se incomodou com um problema de áudio no palco em alguns momentos, está o fato de que o Facebook planeja iniciar os testes do seu drone “de Internet” movido a energia solar ainda em 2016. Apesar de possuir a amplitude lateral das asas de um Boeing 737, o aparelho chamado Aquila pesa o mesmo que um carro.

De acordo com o executivo, as asas do objeto são cobertas com paineis solares, que consegue energia para que o aparelho fique no ar por um período entre três e seis meses, com uma altura variando de 18 mil metros até 27,4 mil metros, podendo fornecer Internet para regiões remotas do planeta.

Revelado em junho de 2015, o ambicioso projeto do Facebook vai levar sinal de Wi-Fi ou 4G para os usuários em terra.

Bloqueio na Índia

Essa é apenas mais uma das iniciativas da empresa com sede na Califórnia para conectar mais pessoas pelo mundo. A lista também inclui o Internet.org e o Free Basics, que foi barrado recentemente pelo governo indiano. Para órgão regulador do país, operadoras não podem cobrar preços diferentes por dados com base em apps.

“Aprendemos que cada país é diferente”, afirmou Zuckerberg, que voltou a classificar a decisão da Índia como “decepcionante”. No entanto, ele garantiu que o Facebook vai continuar com outras iniciativas com objetivos parecidos naquele país dentro do Internet.org.

“Nosso objetivo de verdade é que só queremos conectar as pessoas. Isso é dificil quando mais da metade do mundo não tem esse acesso. E não podemos fazer isso sozinhos, por isso vamos fazer parcerias”, anunciou o executivo, citando acordo com operadoras e outras empresas, como Nokia, Intel e Deutsche Telecom.

*o jornalista para Barcelona a convite da Intel