Golpe de videochamada atinge usuários do WhatsApp no Brasil

Da Redação
22/02/2016 - 16h57
Mensagem maliciosa promete suposto recurso que não existe no aplicativo de mensagens. Técnica usa scareware para usuário concluir download

Um novo golpe tem circulado entre usuários do WhatApp no Brasil, segundo a Kaspersky Lab que identificou o golpe que promete um um suposto recurso de videochamada, que por enquanto não existe no programa de mensagens instantâneas. A mensagem chega às vítimas por meio de algum contato.

Ao acessar o link, o usuário verá uma página com formato específico para dispositivos móveis e que solicitará o número de telefone para continuar.

O site malicioso informa que para receber o suposto recurso, é necessário convidar dez amigos ou compartilhar o convite em três grupos para ativá-lo.

Ao completar esta etapa, o usuário será direcionado para diversas redes de afiliados cuja finalidade será oferecer a instalação de softwares de origens duvidosas para serem baixados no telefone. 

As mensagens usam a técnica do medo para assustar o usuário para que o download seja concretizado, esta tática é típica de um scareware - campanha que visa alavancar um software suspeito ou com benefícios limitados.  

A oferta do software muda de acordo com o sistema operacional móvel usado pelo usuário. Se o acesso for feito com um Android, a mensagem exibida será outra.

“Essa campanha segue o mesmo estilo de outras campanhas maliciosas que encontramos disseminadas via WhatsApp”, afirma Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab no Brasil. 

“Isso demonstra que os golpes anteriores foram bem-sucedidos e que os cibercriminosos seguem com a mesma tática de usar um tema popular para disseminar scareware. Outro agravante foi que encontramos empresas de software legítimos se valendo dessa abordagem para forçar a instalação e distribuição do seu software no Brasil.”

O analista ainda alerta para outro fator importante: o golpe solicita o número de telefone da vítima. “Com essa informação os criminosos podem inscrever a linha em serviços premium, que irão cobrar taxas das vítimas, diminuindo o saldo da linha ou enviando a cobrança na conta mensal”, alerta Assolini.