Facebook e Twitter também mostram apoio à Apple em briga com o FBI

Da Redação
19 de fevereiro de 2016 - 12h32
As duas principais redes sociais do mundo se manifestaram de forma favorável à fabricante do iPhone. Google e WhatsApp também publicaram mensagens de apoio.

Depois do Google e do WhatsApp, agora é a vez do Facebook e do Twitter mostrarem seu apoio para a Apple na briga da empresa com o FBI nos EUA.

Uma ordem da justiça federal dos EUA exige que a Apple ajude o FBI a buscar por conteúdos em um iPhone 5C apreendido com Syed Rizwan Farook, um dos terroristas do ataque realizado em 2 de dezembro em San Bernardino, Califórnia.

“Continuaremos a lutar agressivamente contra pedidos para as empresas enfraquecerem a segurança dos seus sistemas”, afirmou o Facebook em seu comunicado sobre o assunto, que começa dizendo que a empresa “condena o terrorismo”.

Já o CEO do Twitter, Jack Dorsey, publicou um tuíte dizendo o seguinte: “Nós estamos junto com @tim_cook e a Apple (e agradeço a ele por sua liderança)!” – a mensagem ainda traz um link para a carta aberta publicada por Cook no site da Apple.

A Microsoft também mostrou apoio à Apple, ainda que de forma tímida, ao compartilhar um comunicado da Reform Government Surveillance (RGS), da qual empresa de Redmond faz parte e é uma das fundadoras.

Entenda o caso

O governo dos EUA “exigiu que a Apple tome uma medida sem precedentes que ameaça a segurança dos nossos usuários”, afirmou o executivo em uma carta aberta publicada no site da empresa nesta quarta-feira, 17/2. Ele ainda afirma que o momento pediu uma discussão pública sobre o assunto e que queria que os usuários e as pessoas no país “entendessem o que está em jogo”. 

A indústria de tecnologia vem cada vez mais usando criptografia em seus produtos e serviços. A iniciativa vem sendo criticada por oficiais do governo dos EUA, incluindo o diretor do FBI, James Comey, que diz que isso torna mais difícil para eles rastrearem os terroristas que se escondem sob a criptografia. As empresas assumiram a posição de que a criptografia protege a privacidade individual dos usuários.

Após o governo dizer ao tribunal que estavam encontrando dificuldades por conta de um recurso de apagamento automático do iPhone que poderia apagar os dados após 10 tentativas sem sucesso de “quebrar” a senha do smartphone, a juíza Sheri Pym ordenou que a Apple ofereça sua assistência técnica, incluindo se exigido fornecer software com assinatura, para burlar ou desabilitar a função de apagar automaticamente caso esteja habilitada no aparelho. Isso permitiria que os investigadores do FBI tentasse diferentes combinações para “quebrar” a senha e conseguir os dados.

O governo está pedindo que a Apple crie uma backdoor no iPhone, afirma Tim Cook, que afirmou ainda que o que o governo está pedindo é algo que a empresa não possui e também é considerado muito perigoso para ser criado.

“Especificamente, o FBI quer que a gente crie uma nova versão do sistema do iPhone, burlando vários recursos de segurança, e instalá-lo em um iPhone recuperado durante a investigação”, afirma. “Em mãos erradas, esse software – que ainda não existe – teria o potencial de desbloquear qualquer iPhone em posse física de alguém.”