Brasil está entre os maiores alvos de ataques DDos do mundo

Luiz Mazetto
12 de fevereiro de 2016 - 12h10
Segundo levantamento da Nexusguard, país é o sexto que mais recebeu ataques de negação de serviço no final de 2015. Turquia lidera ranking, seguida pelos EUA.

O Brasil está entre os maiores alvos de ataques de negação de serviço (DDoS) no mundo, segundo um estudo realizado no quarto trimestre de 2015 pela empresa de segurança Nexusguard .

De acordo com o levantamento, o Brasil ficou em sexto lugar em um ranking dos países mais atingidos por esse tipo de ciberataque nos últimos três meses do ano passado.

Com um total de 3690 ataques identificados no período, o Brasil ficou próximo do Reino Unido, que ficou em quinto lugar na lista com 4032 ataques registrados, mas distante da líder Turquia, que recebeu nada menos do que 118.783 ataques DDoS, ou 81% de todas as ações do tipo identificadas pela Nexusguard no trimestre.

Completam a lista os Estados Unidos, em segundo lugar, com 31.181 ataques do tipo, seguidos pela China, em terceiro com 17.634 ataques, e pela França, uma posição abaixo com 5.710 ataques.

Em alta

“A questão não é mais se alguém será atacado, mas quando será atacado.

Se eu demitir alguém, por exemplo, essa pessoa poderá muito facilmente atacar a empresa gastando uma pequena quantia em dinheiro. E elas podem se esconder usando Bitcoins, por exemplo”, afirma o diretor para América Latina e Caribe da Nexusguard, Bob Booth, lembrando que esses ataques podem custar apenas 130 dólares.

O especialista aponta ainda que os ataques de negação de serviço são uma tendência global e destacou que os países que mais sofrem com DDoS também estão entre os que geraram muitas dessas ameaças. 

Segundo Booth, os principais alvos de ataques de negação de serviço ainda são instituições governamentais e financeiras,  mas a facilidade para realizar esses ataques está mudando um pouco esse perfil. 

“Agora com essas ferramentas disponíveis, que permitem que qualquer um te ataque, teremos ataques mais amplos, não apenas contra governos e instituições financeiras. Talvez pequenas empresas também. Novamente, qualquer um que tenha uma reclamação pode atacar uma empresa, por exemplo. E uma companhia pode atacar seus rivais naquele setor; elas podem se esconder atrás dessas ferramentas e atacar os concorrentes. Temos visto isso com frequência nos mercados de games, livros e esportes.”

Pensando nisso, a empresa planeja ter 20 centros de mitigação (de combate aos ataques DDoS) no mundo até o final de 2016, incluindo uma unidade no Brasil, ainda sem previsão para iniciar suas operações.