Índia proíbe programas Internet.org e Free Basics, do Facebook

PC World / EUA
08 de fevereiro de 2016 - 17h52
Para órgão regulador do país, operadoras não podem cobrar preços diferentes por dados com base em apps. Zuckerberg se diz "decepcionado" com decisão.

O serviço Free Basics do Facebook foi bloqueado na Índia por um órgão local regulador de telecomunicações que determinou que as operadoras de telecom estão proibidas de cobrar de forma diferente por dados, dependendo do conteúdo ou da aplicação que o usuário está acessando.

A proibição acontece após fortes protestos contra o Free Bacisc por grupos que lutam por direitos civis no país. Eles acusam o serviço do Facebook de criar um “jardim com paredes” de determinados sites gratuitos, incluindo o Facebook, em nome do fornecimento de Internet gratuitas para os pobres.

Esses grupos também se opuseram ao Airtel Zero, uma plataforma lançada pela operadora indiana Bharti Airtel para que os desenvolvedores de apps possam oferecer os chamados apps zero-rating sem cobrança de dados para os usuários após pagarem uma taxa para a operadora.

Durante a controvérsia na Índia, o próprio CEO do Facebook, Mark Zuckerberg defendeu o Free Basics, que foi lançado em 38 países. Em uma resposta contra os seus críticos no país, Zuckerberg disse no ano passado que a neutralidade de rede não deveria impedir que os menos privilegiados acessem a Internet. “Não é uma Internet igual se a maioria das pessoas não pode participar”, afirmou.

 

Nesta segunda-feira, 8/2, após ser anunciada a decisão do governo da Índia, Zuckerberg usou o seu perfil no Facebook para fazer um post criticando a proibição do Free Basics no país: “Apesar de estarmos desapontados com a decisão de hoje, quero comunicar pessoalmente que estamos comprometidos em continuar trabalhando para derrubar as barreiras da conectividade na Índia e ao redor do mundo.”