Em baixa, operadoras estudam ataque contra Netflix no Brasil

Da Redação
25/01/2016 - 12h05
Operadoras querem que governo brasileiro cobre taxas e impostos e obrigue serviço de streaming a oferecer 20% de produções nacionais em seu acervo.

Em baixa após perder 500 mil assinantes em quatro meses (e quase 1 milhão de assinantes no países desde 2014), as operadoras brasileiras preparam uma ofensiva contra o Netflix, que consideram um dos seus maiores rivais no mercado. As informações são do UOL.

De acordo com reportagem do jornalista Ricardo Feltrin, as operadoras de TV e redes do país trabalham em quatro frentes para diminuir a força do Netflix no Brasil. 

Entre os pedidos das empresas em Brasília estão a exigência para que o Netflix pague a taxa Condecine, de cerca de 3 mil reais para cada filme em seu catálogo, a obrigatoriedade de o serviço de streaming oferecer ao menos 20% de produções brasileiras em seu acervo e a cobrança de ICMS das assinaturas dos clientes em todos os estados.

A quarta e última carta das empresas contra o Netflix é também a mais polêmica. As operadoras estudam uma forma de cobrar do Netflix (ou dos assinantes) uma taxa extra para o uso de streaming, já que esse tipo de serviço “consome muita banda larga”.

Disponível desde 2011 no Brasil, o Netflix possui assinaturas a partir de 19,90 reais mensais, bem menos do que a média dos pacotes de TV a cabo no país. Vale notar que o Netflix não revela quantos assinantes possui no Brasil ou em outras partes do mundo.

Há algumas semanas, o Netflix anunciou uma expansão global com o lançamento em mais 130 países pelo mundo. Com isso, o serviço de streaming está disponível em mais de 190 locais.