Google bloqueou mais de 780 milhões de anúncios maliciosos em 2015

Carla Matsu
21 de janeiro de 2016 - 17h09
Anúncios incluíam publicidade para produtos falsificados, remédios não aprovados e promessas enganosas para perda de peso

Anúncios na Internet que prometem perda milagrosa de peso ou ideias simples para você ganhar dinheiro sem sair de casa são a erva daninha digital do Google. Por mais que a companhia trabalhe para tirá-las, eles sempre estarão lá. 

Mas a gigante de tecnologia tem aumentado seus esforços para tornar a diagramação da sua navegação mais limpa.

Para se ter uma ideia, o Google conta com um time de mais de mil pessoas dedicadas a "melhorarem" sua experiência com “anúncios ruins”. Isso significa barrá-los antes que você sinta um ímpeto maluco de clicá-los. Afinal, perder 10 quilos em uma semana parece um bom negócio, certo?

Ao longo de 2015, o Google bloqueou mais de 780 milhões de anúncios que violavam suas orientações, incluindo publicidade para produtos falsificados, remédios não aprovados para uso ou com promessas enganosas, esquemas para perda de peso e tentativas de ataque via phishing e anúncios para instalação de software não desejado. 

Além disso, barrou mais de 17 milhões de anúncios do tipo “truque para clicar" que são desenhados para serem parecidos com alertas de sistema no seu computador. 

“Alguns desses anúncios, como produtos que falsamente garantem ajudar com a perda de peso, enganam pessoas. Outros ajudam fraudadores a aplicar golpes, como aqueles que levam a sites phising onde pessoas acabam entregando informações pessoais”, disse o Google.

Segundo a companhia, o trabalho para bloquear esses milhares de indesejados anúncios e esquemas online requer uma combinação de algoritmos e pessoas para revisão dos mesmos.

“Nós conseguimos bloquear a maioria desses anúncios maliciosos antes de eles serem exibidos”, disse.

Para esse ano, o Google disse que continuará adicionando proteções extras contra malware e bots. Da mesma forma novas restrições sobre o que pode ser anunciado como “perda efetiva de peso”.