Airbnb começa a oferecer estadia em Cuba, mas só para os norte-americanos

Da Redação
02/04/2015 - 07h51
Startup de hospitalidade anunciou a abertura de oportunidades para moradores da ilha de Fidel alugarem casas e quartos para visitantes

O Airbnb vai começar a oferecer apartamentos e quartos para alugar em Cuba, mas apenas para seu site norte-americano. A startup, que oferece uma plataforma que conecta donos de imóveis dispostos a alugar quartos para estadia com turistas interessados em viajar com menos dinheiro ou mais conforto, agora quer ajudar os cubanos a acelerar a abertura da ilha de Fidel para o mundo. Começando pelos Estados Unidos, que normalizaram as relações diplomáticas no início deste ano.

A empresa publicou em seu site um post com fotos sensacionais e um vídeo gravado com Cubanos convidando os visitantes a estrear o serviço e visitar a ilha. No momento, segundo o Airbnb, há pelo menos 1 mil ofertas diferentes de propriedades em Cuba para serem alugadas por temporada para usuários americanos cadastrados no seu serviço. Segundo nota publicada pela agência Associated Press e outros veículos de mídia internacionais, 40% das ofertas são em Havana.

"Pela primeira vez em décadas, turistas americanos terão a chance de experimentar a autêntica hospitalidade cubana em várias casas pela ilha", informa o post no blog oficial do Airbnb. Por hora serão só ofertas para usuários dos EUA, mas a sinalização é de que haverá abertura para outros países com o tempo.

Em entrevista à AP, o diretor regional do Airbnb, Kay Kuehne, disse acreditar que Cuba deverá se tornar um dos grandes mercados do Airbnb na América Latina. Até o início de 2015, as relações entre Cuba e Estados Unidos estavam congeladas desde os anos 60 por conta do embargo imposto pelos EUA contra o país. Em janeiro deste ano, o presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente de Cuba, Raul Castro, anunciaram a normalização das relações diplomáticas e a reabertura do relacionamento econômico, o que na prática abriu a ilha para os cidadãos e empresas americanas.

 

A dúvida é como questões como acesso à internet e algumas restrições financeiras vão impactar os planos do Airbnb, que se apóiam firmemente na possibilidade dos negócios serem feitos entre duas pessoas físicas, mas o Kuehne diz estar seguro que sua empresa vai ajudar "substancialmente" a acelerar essa economia do compartilhamento também lá.

*Artigo foi modificado para corrigir erro de gramática no título. Pedimos desculpas pela falha