Cibercrime organizado do Brasil oferece cursos que custam até R$1.500

Da Redação
19/11/2014 - 12h46
De acordo com relatório da Trend Micro, quem quiser aprender a cometer fraudes bancárias desembolsaria entre R$ 120 e R$ 1,5 mil

O Brasil é o único país do mundo onde é possível passar por um treinamento para virar cibercriminoso. Pelo menos é o que aponta um relatório da Trend Micro que analisou e mapeou o submundo do crime cibernético também na Rússia e China e trouxe um panorama dos problemas de segurança digital. 

Os cursos mais buscados para pessoas que querem entrar nesse “mercado” são os que ensinam a cometer fraudes bancárias. De acordo com a fornecedora de tecnologia de segurança, essas modalidades podem custar entre R$ 120 e R$ 1,5 mil. 

Os criminosos também oferecem serviços e ferramentas para os novos malfeitores. “Páginas de phishing são opções muito utilizadas pelos criminosos no Brasil (...) para se apropriar das credenciais do usuário e conseguir fazer movimentações em suas contas bancárias”, informa a Trend Micro, sinalizando que aprender técnicas nessa vertente custam, em média, de R$ 100.

No relatório, a empresa demonstra o nível de sofisticação do cibercrime organizado nacional e lista preços de produtos e serviços do cibercrime no Brasil:

 

    • Credenciais de cartões de crédito válidos – a partir de R$ 90 (dependendo do limite de crédito do cartão);
    • Lista de números de telefone – a partir de R$ 750 (dependendo do tamanho da cidade);
    • Software que envia Spam via SMS – R$ 499;
    • Seguidores, visualizações e likes em mídias sociais – a partir de R$ 20.