LinkedIn nega acusação de que acessa e-mails de usuários

John Ribeiro, IDG News Service
23/09/2013 - 16h36
Usuários do serviço entraram com uma ação coletiva que acusa a empresa de acessar e-mails externos dos membros sem permissão para coletar endereços de contatos.

O LinkedIn negou as acusações de que a empresa invade contas de e-mails de usuários da rede social sem permissão, com o objetivo de coletar endereços de contatos.

Quatro usuários do site entraram com uma ação coletiva contra a rede social profissional acusando-a de acessar suas contas de e-mails externas e fazer o download de endereços dos contatos para ganhar dinheiro com a promoção de seus serviços a esses contatos.

De acordo com os usuários descontentes Paul Perkins, Pennie Sempell, Ann Brandwein e Erin Eggers o LinkedIn enviava "ostensivamente lembretes em nome do usuário fazendo promoção de serviços para não-membros".

A chamada "invasão" da conta de e-mail dos usuários e o download de endereços é feita sem "notificar claramente o usuário ou obter seu consentimento", o que provavelmente é o principal ponto do caso.

O LinkedIn não acessa o e-mail de usuários sem a permissão do mesmo, e afirma que tal acesso ou "invasão" às contas é falso, escreveu o diretor sênior de litígio do LinkedIn, Blake Lawit, em um post no blog da empresa, publicado no sábado (21). A rede social nunca engana "fingindo ser você" a fim de acessar a conta do usuário, escreveu Lawit.

"Nós nunca enviamos mensagens ou convites para se inscrever no LinkedIn em seu nome a ninguém a menos que você tenha nos dado permissão para isso", acrescentou.

Novos usuários que entraram para o serviço tem seus e-mails externos solicitados, bem como seus nomes de usuários, embora eles não sejam informados sobre para que eles serão usados, de acordo com a queixa formal apresentada na semana passada no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia.

Se um usuário do LinkedIn deixa uma conta externa de e-mail aberta, o site finge ser o dono da conta e faz o download de endereços de e-mails - dessa conta para os servidores da empresa, de acordo com a queixa. O LinkedIn pode fazer o download dos endereços sem que seja necessário o uso da senha dessa conta ou obter o consentimento dos usuários, de acordo com o documento.

Se o usuário da rede social foi desconectado de seus aplicativos de e-mail, a rede solicita o nome de usuário e senha do endereço externo para ostensivamente verificar a identidade do usuário e, então, sem notificar ou consentir, tenta acessar o e-mail externo do usuário para realizar o download de contatos, de acordo com a ação.

O LinkedIn não informa aos seus usuários que os endereços de e-mails coletados das contas externas serão usados para convidar o destinatário a usar o site, diz a denúncia. Os membros do serviço reclamaram sobre a "coleta antiética" de e-mails e envio de spam para esses endereços, de acordo com o documento, que pede ao Tribunal pagamento por danos e uma ordem proibindo o LinkedIn que continuar com seus "atos indevidos e ilegais".