E-commerce nacional fatura R$ 3,8 bilhões no 1º semestre, diz e-bit

Lygia de Luca, repórter do IDG Now!
19/08/2008 - 10h32
São Paulo - Faturamento no Brasil salta 45% no 1º semestre, com 11,5 milhões de consumidores online. Destes, 8% têm renda de até R$ 1 mil.

As vendas pela internet durante o primeiro semestre de 2008 movimentaram 3,8 bilhões de reais, aumento de 45% em relação aos seis primeiros meses de 2007, revelou o 18º WebShoppers, estudo elaborado pela consultoria e-bit, nesta terça-feira (19/08).

Junto ao faturamento, o número de consumidores também cresceu, saltando 42%  em comparação ao mesmo período de 2007, para 11,5  milhões de brasileiros que usaram a internet para fazer compras. Destes, 37% são 'heavy users', ou seja, realizaram mais de quatro compras no semestre.

O tíquete médio, parâmetro para medir os gastos dos consumidores brasileiros, foi de 324 reais, aumento de 9% em relação a 2007, quando o valor era de 297 reais. Com relação à qualidade de atendimento, 86% dos brasileiros se disseram satisfeitos com as compras online.

Com relação ao perfil do e-consumidor brasileiro, as compradoras do sexo feminino corresponderam a 50% do público - em 2000, esse número era de 37% e, no primeiro semestre de 2008, de 45%. Os homens, porém, ainda gastam mais - 375 reais, em comparação com a média de 272 reais das mulheres.

No primeiro semestre, 70% das compras foram feitas por consumidores com idade entre 25 e 49 anos, enquanto o público mais velho - acima dos 50 anos de idade - também ganhou espaço (16%).

A Classe C, por sua vez, ganha cada vez mais espaço. O e-bit revela que os entrevistados com salário de até 3 mil reais correspondiam a 38% dos e-consumidores em 2001. O número saltou para 46% na primeira metade de 2008. Já as pessoas com renda familiar até 1 mil reais representavam, em 2001, 6% das vendas - o percentual subiu para 8% este ano.

A categoria de Livros continua como a mais popular, com 17% de participação no setor, seguida por produtos de Informática (12%), Saúde e Beleza (10%) e Eletrônicos (7%). Embora não revele o faturamento de cada categoria, o e-bit afirma que os artigos tecnológicos e eletrônicos corresponderam a 50% do total de faturamento no período.

O e-bit considera o aumento do uso da banda larga, popularização e sucesso de vendas de PCs, valorização do Real e venda de produtos com maior valor agregado como os maiores influentes para o crescimento do comércio online.