China bloqueia sites no centro olímpico de imprensa

IDG News Service/China
30/07/2008 - 08h55
Pequim - Sites de órgãos pró direitos humanos, como a Anistia Internacional e o Human Rights Watch, ainda estavam bloqueados, segundo jornalistas.

Jornalistas que se conectaram à internet pelo Centro de Mídia Internacional em Pequim, estrutura oficial para a imprensa que cobrirá as Olimpíadas, reportaram que apesar das promessas de abertura, a China ainda está bloqueando o acesso a alguns sites.

Sites de órgãos pró direitos humanos, como a Anistia Internacional e o Human Rights Watch, ainda estavam bloqueados, segundo Jonathan Watts, presidente do Clube de Correspondentes Internacionais na China e enviado do jornal britânico The Guardian ao país.

“Infelizmente esta é um experiência comum para jornalistas estrangeiros e outros usuários de internet na China”, ele enfatizou.

Leia também:
> 5 blogs chineses para visitar durante a Olimpíada
> Dicas tecnológicas para quem vai a Pequim
> Veja 14 gadgets high-tech para viajantes
> Censura: desvende o 'escudo dourado' da China
> China teme atuação de crackers em Pequim

Outro repórter, que preferiu ficar anônimo, confirmou que estes sites estavam bloqueados, assim como o as versões em chinês de Voice of America e British Broadcasting Corp., além do jornal de Hong Kong Apple Daily.

A China anunciou novas regras para repórter estrangeiros em 1º de janeiro de 2007, com o objetivo de garantir um clima de liberdade de imprensa até a Olimpíada, que começa no dia 8 de agosto, mas desde então foram registrados 259 incidentes de interferência em reportagens de correspondentes na China.

Porta-vozes da administração pública não foram localizados para comentar a questão.

Steven Schwankert, editor do IDG News Service, da China