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Gartner aponta que CIOs devem adequar estilo de liderança ao mundo digital

Publicada em 11/05/2016 11:00

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Consultoria utiliza exemplo da Volvo para listar pontos que devem ser observados pelos gestores de tecnologia da informação

Além da parceria com os acionistas mais importantes do negócio, os CIOs precisam aumentar a inteligência digital de suas empresas. A afirmação vem do Gartner, sinalizando, ainda, que os líderes de TI devem comandar a revolução da cultura digital por meio de seus negócios, e possivelmente de seus ecossistemas.

Um levantamento da consultoria revela que a maioria (89%) dos gestores de tecnologia da informação acredita que o mundo digital gera riscos novos, amplamente diferentes e mais elevados – quando comparados com o contexto atual. Além disso, mais da metade (69%) dos entrevistados reconhecem que a agilidade é cada vez mais importante em relação ao gerenciamento de riscos.

Dave Aron e Graham Waller, autores da pesquisa, destacam três imperativos para que os CIOs mudem seus comportamentos de liderança digital.

1. Mudar prioridade de “legado” para “digital” – Para ter sucesso em um mundo digital, as empresas devem sair da inércia e da complexidade negativa e focar no futuro a partir de uma perspectiva digital e trabalhando regressivamente. Isso inclui mudar do relato retrógrado para a analítica preditiva, combinada com a experimentação dirigida por dados.

O conselho de inovação transversal de carros da Volvo, por exemplo, discute ideias para pensar como o digital pode resolver os problemas cotidianos com carros conectados.

Para o vice-presidente e CIO da Volvo, Klas Bendrik, existe grande quantidade de falhas nos fornecedores online. A empresa trabalha para criar uma chave digital temporária para que os fornecedores possam fazer as manutenções acessando diretamente o sistema dos carros.

2. Mudar as medidas de “visíveis” para “valiosas” – O sucesso do negócio digital requer a construção de plataformas que possam não gerar ROI (Retorno Sobre Investimento) imediato, mas lidar com mudanças rápidas e incertezas, além de gerenciar valores dinamicamente.

Os CIOs também devem categorizar investimentos como “receosos”, para manter o negócio funcionando; “baseados em fatos”, para permanecer dentro do modelo de negócio da empresa; e “baseados em fé”, com o gerenciamento capaz de lidar com eles. O valor é criado aumentando a receita por dólar do custo de TI, que é igual à produtividade de TI.

A Volvo entende as oportunidades do valor digital de longo prazo. A empresa formou uma equipe inovadora para “levar a TI para os carros da Volvo” e inspirar seu grupo de trabalho. “Há até poucos anos, a atitude era ‘se você não faz nada, você não pode fazer nada errado’”, afirma o executivo, que agora incentiva toda a equipe de TI a estabelecer e contribuir para a inovação.

3. Mudar de “controle” para “liderança visionária” – A liderança de “comando” e “controle” não se encaixa no mundo digital. A liderança digital é quase sempre uma questão de visão e inspiração. Treinamento e inspiração são tarefas centrais para CIOs determinados a se tornar líderes digitais.

Esses executivos sabem disso: 75% planejam mudar seu estilo de liderança nos próximos três anos, ampliando sua visão (47%) enquanto reduzem o comando e o controle (65%). Na Volvo, Bendrik tenta modelar o comportamento voltado para o cliente e reserva tempo nas reuniões de gerenciamento para discutir megatendências.

*Matéria originalmente publicada em: http://computerworld.com.br/gartner-aponta-que-cios-devem-adequar-estilo-de-lideranca-ao-mundo-digital