Startuplace por André Telles / Carlos Matos

Incubadora ou Aceleradora? Os diferentes caminhos para montar uma startup

Publicada em 04/06/2015 16:50

empreendedor

Após ter uma ideia de negócio, seja ela um aplicativo, um produto inovador ou uma empresa que atuará em um segmento ainda inexplorado, o empreendedor logo encontrará diferentes caminhos para seguir no desenvolvimento de seu projeto.

Um caminho é seguir adiante por conta e risco próprios ou buscar por parceiros que ajudarão a tirar a ideia do papel por meio de estrutura, mentoria, gestão e toda sorte de suporte.

Vamos começar falando de possíveis caminhos para aqueles que entendem que o capital intelectual vale mais que dinheiro, pelo menos num primeiro momento. Este momento costuma acontecer nos estágios iniciais de uma startup ou mesmo em estágios anteriores, durante a “Ideação”, preparação ou prototipação.

Nesse sentido, as incubadoras e aceleradoras são caminhos mais tradicionais, se é que podemos usar a palavra “tradicional”. Com pouco mais de 10 anos de atuação, no Brasil e no mundo, aceleradoras são empresas de fomento à inovação.

Incubadoras e aceleradoras irão auxiliar o empreendedor a dar corpo ao projeto, podendo se diferenciar principalmente em relação ao tempo de trabalho, metodologia, tipo de mentoria e formas de financiamento para estruturar o negócio.

Uma incubadora lida com toda sorte de projetos, da economia tradicional até a digital. Ela normalmente apoia pequenas empresas e projetos desenvolvidos com ajuda de verba pública, muitas vezes ligados a uma iniciativa de interesse da Prefeitura e Governo local, ou uma iniciativa acadêmica.

Por conta dessa atuação, as incubadoras mantêm gestores que fazem o meio de campo entre uma iniciativa privada, o poder público e as universidades. É muito comum esse trabalho de desenvolvimento do negócio ser realizado dentro de uma universidade ou instituição de ensino, onde se aproveitam os departamentos de pesquisas internos para auxiliar o projeto. Como uma incubadora lida na maioria das vezes com verbas públicas ou projetos de fomento específicos (mobilidade, segurança, saúde etc), a avaliação das ideias e iniciativas em potencial cumprirá uma formalidade maior e o processo de aprovação será mais complexo.

ovos azuis ninho

Uma aceleradora, por sua vez, está mais ligada à nova economia e projetos de inovação em tecnologia, ou seja, startups que buscam um campo inexplorado para montarem seus negócios. Seu trabalho de apoio ao projeto é mais informal, pois o mais interessante para sua atuação é a ideia e o potencial que o negócio tem no mercado.

Os financiamentos envolvidos nesse caso são predominantemente privados e a intenção é que o projeto se estruture o mais rápido possível. É importante dizer que a informalidade aqui não significa falta de estrutura. Ao contrário, um dos pontos fortes das aceleradoras é oferecer além de estrutura física um programa de aceleração com começo, meio e fim.

O trabalho em uma aceleradora é feito por empreendedores, mentores e investidores experientes, muitas vezes empregando métodos baseados em seus próprios aprendizados e experiências. A atuação é mais focada do que em uma incubadora, e acontece dentro de um programa com tempo específico que dura entre 3 e 6 meses em sua maioria, contendo, mentoria, palestras e conversas pessoais que visam acelerar o estágio do projeto/ startup.

Além disso as aceleradoras oferecem benefícios adicionais, tais como: hospedagem (servidores), acesso a investidores, descontos e bônus junto a parceiros de negócios (networking), e em troca do programa de aceleração e dos benefícios as aceleradoras ficam com um percentual da empresa (equity).

Para participar de uma aceleradora, você deve ser selecionado. O processo de seleção varia, e acontece em datas específicas. Ao final do programa de aceleração as startups participam de uma espécie de competição junto a potenciais investidores, chamado “Demo Day”.

Novidade: Venture Builders

Uma novidade no mercado mundial e que está chegando agora no Brasil, são os chamados Venture Builders (VB) ou Techstudios. Os Venture Builders criam startups se utilizando de ideias e recursos próprios ou agregando ideias e recursos de fora.

O objetivo do VB é estruturar uma startup com metodologia própria, um modelo gestão e as vezes até com equipe própria, aliando know-how Técnico/Funcional + know-how de Mercado + Gestão + Cultura de Inovação, de forma a atrair investidores-anjo ou fundos de investimentos cujo capital irá financiar o crescimento da startup.

Os VBs se diferem das aceleradoras porque vão além, oferecendo cogestão da startup e equipe de tecnologia, podendo acompanhar a startup nos estágios seguintes. Podemos dizer que têm uma proposta mais customizada e são muito “mão na massa” junto ao empreendedor.

Durante o ano todo os VBs estão em busca de empreendedores, ideias e recursos, mas isso não significa que seja fácil entrar e muito menos ficar.

Como falamos anteriormente, você também pode ir por conta própria, montando seu negócio do zero sem ajuda ou apoio de Incubadoras, Aceleradoras ou Venture Builders.

Sim é possível, principalmente se você tiver o perfil de um  Bill Gates (Microsoft) ou Mark Zuckerberg (Facebook), exemplos de quem conseguiu seguir adiante por conta própria. Por outro lado, empresas como Airbnb, Dropbox, Conta Azul e Cardmunch passaram pelas conhecidas Y Combinator e 500 (Five hundred), duas aceleradoras localizadas nos EUA.

A escolha é sua, boa sorte e sucesso em sua empreitada!

 

DICAS E SERVIÇO:

PARA LER MAIS SOBRE ACELERADORAS:

http://www.inc.com/will-yakowicz/the-15-best-startup-accelerators-in-the-us.html

http://www.forbes.com/sites/briansolomon/2015/03/17/the-best-startup-accelerators-of-2015-powering-a-tech-boom/

http://techcrunch.com/2014/03/10/these-are-the-15-best-accelerators-in-the-u-s/

http://startupi.com.br/ecossistema/

PARA LER MAIS SOBRE VENTURE BUILDERS

http://bernardi.me/post/101192026840/updated-list-of-venture-studios-and-startup

http://incube.mobi www.move2.com.br