Plural

A revolução dos GIFs

Por Ronaldo Mota

GIF são as iniciais da expressão em inglês “Graphics Interchange Format”, que se pode traduzir como “formato para intercâmbio de gráficos”. Trata-se de uma estratégia de uso de um específico formato de imagem de mapa de bits muito comum na internet, podendo ser útil tanto para animações como para imagens fixas.

Os GIFs são conhecidos há muito tempo, adotando-se 1987 como marco dos primeiros trabalhos. Assim sendo, a prática do uso de GIFs está por completar 30 anos, porém, como num novo despertar, nada parece ser tão promissor, em especial no que diz respeito ao potencial educacional dessa espetacular ferramenta.

Uma questão esteve presente na história mais recente acerca da opção de quando fazer uso de GIF ou JPEG (“Joint Photographic Experts Group”), formato este mais adequado em imagens mais complexas e com maior variação de cores. Por sua vez, GIFs parecem ser mais indicados para imagens lisas, permitindo uma compressão e transmissão relativamente mais fácil.

Assim, à medida que a internet foi ficando mais rápida e os processos de descompressão foram evoluindo, os GIFs fizeram bom uso de suas características que permitem que sejam produzidos animações ou pequenos clipes, os quais são salvos como imagens, sendo, em geral, mais leves que os vídeos em outros formatos. Ou seja, as imagens salvas em GIF podem ser comprimidas sem perda de qualidade. Como resultado, por serem de tamanhos reduzidos, foi possível estimular a criatividade na exploração da capacidade de abrigar sequências de pixels.

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Nesta era de forte ressurgimento dos GIFs, além das facilidades tecnológicas para criação, compressão, transmissão e descompressão, gerou-se uma cultura de produzir objetos de aprendizagem espetaculares, facilitando a compreensão e o aprofundamento de temas complexos, sempre em tempos recordes.

GIFs educativos são excelentes objetos para introdução rápida de temas difíceis, viabilizando passar informação educativa que pode ser assimilada rapidamente, sem risco de vulgarização ou mesmo de superficialidade. Este é o jogo: qualidade, simplicidade, profundidade e rapidez. Os temas são os mais variados. Arrisco a dizer que não há tema educacional que não tenha objetos GIFs associados disponíveis. Em geral, impressionam pela abordagem, estratégia e eficácia.

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Ou seja, aquilo que era, em geral, animação para diversão pura, sem deixar de ser e sem perder o bom humor, hoje também se aprende e, especialmente, se ensina. Melhor que falar sobre eles, é poder mostrar. É possível e fácil aprender a fazer seus próprios GIFs, bem como participar de comunidades de GIFs educativos. Portanto, bom proveito e não deixem de ver, a título de exemplos, os links que seguem:

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https://www.facebook.com/groups/1803932899828877/?fref=ts

http://www.boredpanda.com/amazing-educational-gifs/

http://www.picgifs.com/job-graphics/teacher/

http://classroomclipart.com/clipart/Animations.htm

http://dir.coolclips.com/Education/Gif_Animations/

http://giphy.com/search/educational-resource

http://www.abcya.com/animate.htm.

 

Ronaldo Mota Reitor da Universidade Estácio de Sá

Publicada em 19/07/2016 9:41