Planos & Ideias

Como está a imagem da Dilma nas redes no final da primeira fase da Copa?

Publicada em 25/06/2014 8:43

Uma das maiores preocupações do governo em relação às eleições, claro, era o comportamento do brasileiro em relação à Copa.

Caso as manifestações de junho de 2013 se repetissem, a candidatura Dilma teria pela frente mares no mínimo revoltos e céus turbulentos para lidar.

No entanto, apesar das vaias e xingamentos no jogo de abertura, o Brasil está passando relativamente bem pela Copa: os turistas são só elogios, problemas de infraestrutura são menores do que o esperado e os protestos tem sido pífios em relação ao que se esperava. O governo tem, então, chance de ficar mais tranquilo?

Um serviço aberto de monitor eleitoral (www.monitoreleitoral.com.br) está medindo a evolução dos três principais candidatos em tempo real com base, principalmente, em dois grandes parâmetros:

  • 1 – Volume total de menções aos candidatos que encabeçam as chapas (Dilma Roussef, Aécio Neves e Eduardo Campos)
  • 2 – Polarização dessas menções por sentimento (positivo x negativo), descartando menções neutras e gerando um Índice de Saudabilidade (menções positivas/ total de menções)


Segundo o Monitor Eleitoral, embora o pior não tenha acontecido (sob a ótica da Presidência, pelo menos), sua posição continua sendo muito pouco saudável.

Já na véspera da estreia do Brasil, em 11/06, sua saudabilidade estava em assustadores 2%; no dia 12, mesmo considerando as vaias e xingamentos, a falta do caos esperado fez seu índice subir para 15%. De lá para cá, no entanto, ele tem oscilado relativamente pouco, mantendo-se estacionado quase sempre abaixo dos 20%.

Na última semana, por exemplo, esse índice ficou estagnado em 18% – considerando um volume total de 62.113 menções analisadas e vindas de todas as redes sociais.

Em contrapartida, os dois outros candidatos estão colhendo resultados substancialmente melhores no mesmo período: Aécio Neves, por exemplo, tem saudabilidade de 56% e Eduardo Campos, de 48%.

Mas cabe destacar que a oposição não navega em céu de brigadeiro, como se poderia supor. Embora a candidata a reeleição não esteja exatamente em sua melhor fase, ela é muito mais lembrada pelo público do que seus opositores (até por ser a Presidente, claro): mesmo somados, Aécio Neves (16.451 menções) e Eduardo Campos (8.326 menções) não chegam à metade do volume de menções de Dilma Roussef.

Isso faz com que a corrida presidencial comece já buscando responder a uma pergunta antiga de marketeiros, políticos ou não: é mais fácil formar ou mudar a opinião de um público? Afinal, os desafios das chapas são praticamente esses: enquanto Dilma precisa mudar a opinião do eleitorado sobre seu governo, Aécio e Campos precisam provar que são opções realistas de um futuro melhor para o Brasil.

O que é mais difícil? Ainda é cedo para dizer. Mas restam poucas dúvidas de que a corrida eleitoral será uma aula ao vivo de estratégia de marketing de guerra.

Como brasileiros, o que podemos esperar é que o melhor no marketing seja também o melhor para o país.