Geeks ao Volante

Universidade de Oxford e Nissan vão testar carros autônomos no Reino Unido

Publicada em 18/07/2013 9:00


Os ingleses vão começar a ver carros autônomos trafegando por suas estradas até o final deste ano. Mas os primeiros testes, de um projeto conjunto da Universidade de Oxford com a fabricante Nissan, ainda vão contemplar o uso de veículos semiautônomos, que terão um motorista a bordo.

O projeto foi divulgado pelo Departamento de Transportes do Reino Unido. Pesquisadores da Universidade de Oxford estão trabalhando com a Nissan para criar os carros semiautônomos que terão um motorista “mas serão capazes de dirigir de forma totalmente independente, usando o conhecimento do ambiente em que trafegam”, diz  o estudo divulgado esta semana sobre melhoria da malha rodoviária.

Embora haja interesse dos fabricantes de veículos e seus fornecedores de sistemas em desenvolver carros completamente autônomos, o progresso nessa direção vai depender da capacidade de garantir a segurança pública e também de uma atualização da legislação de trânsito vigente, diz o relatório.

A Google e outras empresas estão testando carros autônomos nos Estados Unidos e estados como Nevada, Califórnia e Flórida já permitem o teste com tais veículos.  A questão é que a tecnologia de carros autônomos não está ainda num estágio que possa receber autorização de uso pleno para o público em geral, segundo a recomendação do Departamento de Transportes dos EUA.

A entidade americana National Highway Traffic Safety Administration (o equivalente à nossa DERSA) recomenda que os estados americanos garantam pelo menos que uma pessoa habilitada esteja sentada no banco do motorista, mesmo que o carro faça tudo sozinho nos períodos de teste. A entidade alega que o motorista “precisa estar disponível todo o tempo para operar o veículo em situações nas quais a tecnologia automática não for segura para controlar o carro”.

O Departamento de Transportes do Reino Unido, no entanto, acredita que tem “uma fantástica oportunidade” de estar à frente do desenvolvimento em tecnologias que podem gerir ações hoje habitualmente feitas por um motorista. “O nascimento de veículos semiautônomos e autônomos não vai eliminar a necessidade de investimento nas estradas, mas tem o potencial de transformar o jeito como viajamos por elas”.