Futuro do Presente

Infográfico: a social media e o consumidor de notícias. Destino ou passagem?

Publicada em 25/02/2014 17:46

Serão as mídias sociais o destino futuro das notícias? Bem que os Zuckerbergs, Weiners e Schmidts desse mundo gostariam. Posso concordar que elas sejam um eventual substituto da mesa de bar e do cantinho do café para discutir os assuntos dia mas, destino final?!

Um estudo feito pela Universidade da Flórida com leitores nos Estados Unidos para mapear seus hábitos de consumo de notícias apresenta um cenário interessante. Em 2012, havia 2,4 bilhões de usuários de internet e 1,4 bilhão deles estavam usando algum tipo de rede social. Quase 50% dos entrevistados disseram que, de forma regular ou ocasional, souberam de uma notícia via rede social antes que ela aparecesse nas fontes tradicionais de informação.

É um bocado de gente, você dirá, mas esse movimento, no entanto, ao invés de desacreditar as fontes tradicionais de notícias está levando mais gente para os sites noticiosos. De fato, segundo o estudo, desde 2009 o barulho da social media resultou num crescimento de 57% no tráfego dos sites de notícias.

A internet como plataforma predominante para a leitura das notícias é incontestável – 64,5% das pessoas que buscam notícias preferem faze-lo visitando seus sites noticiosos preferidos na internet. Surpreendentemente, cerca de 30% das pessoas ainda prefere ler primeiro os jornais impressos, enquanto que as mídias sociais representam fonte de referência noticiosa primária para apenas 27,7% dos consumidores. E o rádio está lá, presente, como fonte primária para 18,7% dos entrevistados.

O infográfico mostra a evolução das técnicas de comunicação das notícias ao longo do tempo, desde as primeiras coletivas ao vivo, inauguradas por JFK em 1961, passando pela criação da CNN como a primeira emissora de TV dedicada 24 horas a notícias, em 1980, até o nascimento do Google e das redes sociais