Circuito Deluca

Brasileiros mostram mais interesse em interagir com a publicidade móvel

Publicada em 05/04/2014 15:03

O Brasil oferece ótimas oportunidades para os anunciantes na publicidade móvel, diz estudo desenvolvido pela PwC, comparando hábitos de uso de celulares em quatro mercados: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Brasil e China. Foram ouvidos 3,8 mil usuários de celulares, entre outubro e novembro de 2013.

Os brasileiros são os mais engajados em atividades de móveis, e também os mais interessados em interagir com a publicidade móvel. Além disso, os usuários brasileiros estão entre os mais propensos (junto com os chineses) a permitir o acesso das empresas às suas informações pessoais.

Das atividades realizadas por intermédio dos dispositivos móveis listadas pelos pesquisadores (incluindo a opção “outros”), os usuários brasileiros destacaram-se em quinze delas.

No Brasil e na China a plataforma Android é mais usada entre os smartphones e a plataforma iOS entre os trablets.  Nos Estados Unidos e no Reino Unido a plataforma Apple aparece como a mais usada nos dois segmentos.

Os usuários brasileiros são os mais parcimoniosos no download de apps. E, apesar de serem os mais interessados em interagir com anúncios móveis, são os que mais  preferem aplicativos que possam ser usados sem a visualização de anúncios.  Talvez por isso sejam os mais dispostos a apoiar os desenvolvedores de aplicativos. Os consumidores brasileiros estão entre os mais dispostos também a compartilhar informações pessoais em troca do uso de aplicativos gratuitos ou livres de anúncios.


Por outro lado,  os brasileiros são os mais propensos a clicar em um anúncio móvel se o conteúdo for pessoalmente relevante.

O estudo revela ainda que a maneira mais aceitável para atingir os consumidores – em todos os países – é por “interesse”, seguido por ” localização atual “. A segmentação por palavras-chave acompanhadas por textos, e-mails ou telefonemas é a maneira menos aceitável e só irá irritá-lo, podendo ter efeito negativo sobre as atitudes de marca. Na interpretação dos analistas da PwC, a “invasão de espaço pessoal” está entre as maiores preocupações em relação aos anúncios móveis.


Por fim, os anúncios móveis em vídeo são os preferidos dos brasileiros.

A PwC projeta uma taxa de crescimento anual de 27%  para os gastos com publicidade móvel no mundo, entre 2014 e 2017, pulando de  US $ 15 bilhões em 2014 para US $ 27 bilhões em 2017. Anunciantes e editores devem superar desafios significativos, tento tecnológicos quanto em relação à experiência do usuário, antes que possam maximizar o retorno sobre o investimento de publicidade móvel. Entre os principais desafio está a privacidade dos usuários. As marcas terão que ser criativas e inovadoras, sem correr o risco de serem invasivas.A publicidade móvel deve entregar valor percebido ao consumidor e, muitas vezes , de forma experimental. Contexto e relevância são reis.

Muitas dessas questões vão em estar debate na próxima quinta-feira, 10/4, no Mobile Day, organizado pelo IAB Brasil.